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Um milho geneticamente modificado da companhia americana Monsanto poderia causar problemas no fígado e nos rins, segundo um estudo divulgado pela organização ambientalista Greenpeace e por um comitê de especialistas em engenharia genética franceses.

Segundo Seralini, nos fígados das fêmeas se detectou um aumento da taxa de açúcar e 40% da de gordura no sangue. Na urina dos machos foram detectadas variações das taxas de sódio ou fósforo. Todos estes sintomas "são idênticos aos causados por uma intoxicação por pesticidas", declarou.

"Nosso estudo mostra problemas hepáticos nas fêmeas, que engordaram, enquanto os machos sofreram problemas renais que os fizeram emagrecer", explicou o professor Gilles-Eric Séralini, membro da comissão biomolecular e pesquisador da Universidade francesa de Rouen e presidente do comitê científico do Crii-gen.