RESUMO
REVASCULARIZAÇÃO DA PATOLOGIA AORTO ILÍACA: ABORDAGEM RETROPERITONEAL
Devido ao alto índice de morbimortalidade ante uma população de alto risco por idade e patologias associadas que descobrimos há 20 anos, nos começos da minha atividade como cirurgião, decidi adequar as táticas e técnicas cirúrgicas, avaliar as patologias coronária e cerebrovascular, assim como também os riscos respiratórios.
Para estes fins, em uma primeira etapa optamos pela abordagem retroperitoneal com anestesia raquidiana e pelo uso de balões intra-arteriais, entanto que pudemos ter acesso a uma unidade própria de cuidados pós-operatórios.
Nossa experiência data desde 2 de agosto de 1993 até 30 de novembro de 2004, considerando 285 casos, dos quais 180 realizaram-se por via retroperitoneal e 105 (desde 1997) com técnica endovascular.
A média de idade foi de 76 años, 35 % eram ASA IV e V e o resto ASA III. 60 % foram operados por salvamento de membro. A combinação da abordagem extraperitoneal, da anestesia raquidiana e do uso de balões, tornou possível melhorar a tática cirúrgica, possibilitando a endarterectomia renal em 8 casos. Comentam-se a metodología e resultados obtidos no corpo do trabalho.
Ainda que a morbimortalidade caiu tanto quanto os custos e os dias de internação, foram-se somando pacientes de mais idade que requeriam um novo esforço e adequação de técnicas, questão que pôde ser realizada desde 1997 mediante o uso da metodologia endovascular. Esta experiência constitui a parte II deste trabalho.
(Rev Arg Cir Cardiovasc 2004/2005; 4:226-233)